sábado, 16 de maio de 2009

É ferida que dói e não se sente?

Somos seres dependentes. Ligamo-nos sentimentalmente às pessoas. Muitas vezes às pessoas erradas. Outras vezes pensamos que as que certas são as erradas, e que as erradas afinal são as que nos deixam felizes. Confuso, muito confuso, isto de gostar de alguém, isto dos sentimentos.
Tudo uma treta. Uma treta, que precisamos. Conheço um rapaz que agora anda com uma depressão por um amor não correspondido. Conheço outros e outras que estão a viver mil e uma emoção, todas boas, dizem eles.
Até há bem pouco tempo tinha a mania de dizer que não me queria apaixonar, mesmo que fosse só da boca para fora. Dizia que não queria depender de ninguém para ser feliz. Neste momento continuo a não querer depender de ninguém, mas a verdade é que dependo. Dependo de uma, de duas. Talvez até de três ou quatro se for a ver bem. E dói. E deixa-me feliz. E não consigo pensar. E gostava de fechar-me no meu mundo pequenino e não deixar ninguém entrar, podiam ficar à porta, mas não passavam. Assim evitava-se futuras chatices, dramas e sofrimentos.
Ou então pode-se dar o caso de eu estar errada, o que é o normal e…
Devíamos era deixar as pessoas entrar no nosso mundo, deixar que elas nos conheçam, que gostem de nós e devíamos permitir-nos gostar de alguém sem pensar no resto, apenas deixar o nosso coração ir atrás do que procura. O que vier vem. Na verdade não me arrependo de estar apaixonada, de ser apaixonada. Seja o que for, seja o que venha, seja o que aconteça, a verdade é que por muito que sofra, compensa.

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